o senhor Annibal Waldemar Gonçalves é um verdadeiro exemplo de cidadão paulistano e jaçanãense, pois nasceu, cresceu, viveu, trabalhou e criou seus filhos no bairro do Jaçanã. Sempre reconhecido por onde passa, é um dos moradores mais antigos do bairro. Abaixo relatamos sua história contada por ele mesmo:
Nasci, cresci, trabalhei e morei toda a minha vida no Jaçanã.
Em Janeiro de 1938, na antiga avenida Aeródromo, sem número, com a ajuda de uma parteira, minha mãe, dona Angelita de Freitas Gonçalves me trazia à vida.
Morei até os meus seis anos perto do antigo campo da aviação, aonde apreciava o Sr. Edu Chaves pilotar o seu avião. Quando observava o carro dele chegando, corria para abrir a porteira e ganhar um doce ou um caminhão de madeira como recompensava.
Fiz meus primeiros anos escolares na escola Júlio Pestana com a professora dona Ruth e o Sr. Benedito.
Precisei parar de estudar aos 13 anos, para poder trabalhar e ajudar minha família. O meu pai Antonio Gonçalves montou a primeira banca de jornal do bairro, na praça Comendador Alberto de Souza.
A banca era montada sobre caixotes de madeira e tudo era improvisado. Só depois de alguns anos é que chegaram as bancas propriamente ditas como são hoje as atuais.
Joguei no Grêmio Esportivo Jaçanã até os 20 anos, era o camisa 5, centro-médio (atual meio de campo). Tive que me afastar por causa de uma contusão.
Aos dezesseis anos, prosperamos e minha família montou uma agência de jornais e revistas na avenida Guapira com a Avenida Luís Stamatis, isso já era Maio de 1954.
Em 1959, era inaugurado o Bazar São Benedito, na realidade Angelina de Freitas Gonçalves & Filho LTDA,. Pois na prefeitura, não conseguíamos registrar a loja como “São Benedito”.
Em 1962, casa na Igreja Santa Terezinha com a imigrante portuguesa Maria Benigna do Nascimento. Tivemos nossos dois filhos, que também foram criados e educados na escola do bairro e hoje trabalham nas proximidades e no bairro do Jaçanã.
•Arquivo Associação Museu Memória do Jaçanã
•Presidente: Senhor Silvio Bittencourt
•Transcrito por: Fernando Araújo Konesuk
quarta-feira, 1 de junho de 2011
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